A Marvel Studios anunciou Pantera Negra 3 na San Diego Comic-Con, e com ele o nome que vai vestir o manto: David Jonsson. O ator britânico interpreta o filho do falecido T’Challa, apresentado ainda criança na cena pós-créditos de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, de 2022.
Ryan Coogler volta à direção, com Letitia Wright como Shuri e Winston Duke como M’Baku de novo no elenco. A estreia está marcada para 15 de dezembro de 2028.
Quem é David Jonsson
Pra quem não conhece, Jonsson é o Andy de Alien: Romulus, de 2024, o androide que rouba o filme na segunda metade. Ele também esteve na série Industry, da HBO, e no romance Rye Lane, de 2023. É um ator de trinta e poucos anos que ainda não carregou uma franquia sozinho, e agora vai carregar uma das maiores.
No palco do Hall H, ao lado de Coogler e de Kevin Feige, David Jonsson agradeceu visivelmente emocionado:
“Acreditem, a honra é inteiramente minha.”
Coogler revelou ali também um detalhe técnico que passou batido na maioria das manchetes: Pantera Negra 3 será filmado inteiramente em película de formato grande, o primeiro filme do MCU a fazer isso.
A solução que a Marvel encontrou
Depois da morte de Chadwick Boseman, em 2020, o estúdio deixou claro que não iria recastar T’Challa, e cumpriu. Wakanda Para Sempre colocou a Shuri no manto e plantou a existência do filho como semente pro futuro.
Trazer o garoto crescido resolve o problema com elegância: não é substituição de ator, é passagem de geração dentro da própria história. É a mesma lógica que os quadrinhos usam há décadas, e que o cinema raramente tem paciência de executar.
O Coogler que voltou
Manter Ryan Coogler na direção é o maior sinal de confiança do pacote. Ele dirigiu os dois primeiros filmes e, entre eles, fez Pecadores, o terror de época com Michael B. Jordan que virou fenômeno em 2025. É um cineasta que hoje poderia dirigir o que quisesse e escolheu voltar para Wakanda.
O risco de esperar dois anos
Aqui vem a crítica honesta: dezembro de 2028 é muito longe. Entre agora e lá, a Marvel ainda entrega Doutor Destino, o reboot dos X-Men e o Motoqueiro Fantasma do Ryan Gosling. Um herói anunciado com dois anos de antecedência corre o risco de chegar à estreia já cansado antes de estrear.
O caso comparável é o próprio Quarteto Fantástico, anunciado com anos de folga e que passou por trocas de elenco e de direção até sair. Anúncio cedo demais transforma expectativa em desgaste.
O que Wakanda ainda tem a dizer
Sendo justo com o projeto, é dos poucos casos em que a passagem de bastão faz sentido narrativo desde o primeiro filme. Pantera Negra, de 2018, foi indicado ao Oscar de melhor filme e arrecadou mais de 1,3 bilhão de dólares no mundo. Se existe franquia da Marvel que merece continuar sem repetir fórmula, é essa.
O que a Comic-Con deste ano revelou
Vale situar o anúncio no contexto do painel. No mesmo sábado, a Marvel confirmou Ryan Gosling como Motoqueiro Fantasma, para 2028, e apresentou o trailer de Vingadores: Doutor Destino. Foi o painel mais recheado do estúdio desde a pandemia, e o recado era claro: o pós-Saga do Multiverso já tem calendário.
A leitura de bastidor é que a Marvel decidiu voltar a marcar território cedo depois de anos evitando anúncios distantes. Funciona pra segurar conversa, mas cobra caro em manutenção de expectativa.
Ficha técnica
- Direção: Ryan Coogler
- Protagonista: David Jonsson, como o filho de T’Challa
- Elenco confirmado: Letitia Wright e Winston Duke
- Estúdio: Marvel Studios
- Anúncio: San Diego Comic-Con 2026
- Estreia: 15 de dezembro de 2028
Ainda não há trailer nem primeira imagem oficial do filme.
E você, aprovou a escolha do David Jonsson? Me conta nos comentários se prefere o filho do T’Challa ou se queria a Shuri seguindo no manto.





