A Insomniac Games subiu ao palco do San Diego Comic-Con na quinta-feira, 23 de julho, com um painel batizado de Deep Cuts, e saiu de lá tendo mostrado a coisa que o fandom mais queria ver desde 2021: o trailer de história de Marvel’s Wolverine. O vídeo abre com Logan furioso diante de Jean Grey, apresenta A Mão como facção inimiga e confirma Lady Deathstrike entre as vilãs principais. O jogo sai em 15 de setembro de 2026, exclusivo de PlayStation 5.
Só que o trailer foi a menor das novidades. No mesmo painel, a Insomniac confirmou o compositor, revelou uma colaboração com a Arc System Works, distribuiu uma HQ prequela e, principalmente, terminou de assumir em público uma decisão de design que muda tudo o que a gente esperava desse jogo. Vamos por partes, porque tem bastante coisa aqui.
O que o trailer realmente mostra
O trailer de história dura pouco e escolhe bem o que revela. A cena de abertura coloca Logan num momento de raiva diante de Jean Grey, e o comunicado oficial da Insomniac descreve isso como um momento abrupto de vulnerabilidade. Não é uma briga de vilão contra herói, é uma briga entre duas pessoas que se conhecem. Isso importa, porque define o tom: o jogo quer que a relação dos dois seja o centro emocional, não um detalhe de roteiro.
Depois disso o vídeo abre o leque. Aparece A Mão, a ordem de assassinos que qualquer leitor de Demolidor reconhece de longe, com os trajes vermelhos de sempre. Aparece Lady Deathstrike, empunhando uma lâmina que o trailer sugere ser capaz de cortar adamantium, o que já é uma declaração de intenções sobre o nível de ameaça. E aparecem ainda Omega Red e uma Sentinela, os dois em cenas rápidas.
Junto com o trailer, a equipe soltou uma arte inédita mostrando Logan encarando A Mão. A Insomniac fez questão de dizer que os dois têm história em comum, e que o jogador vai descobrir qual é ao longo da campanha. Para quem acompanha o personagem nos quadrinhos, a pista é óbvia: a passagem do Wolverine pelo Japão é um dos pilares da mitologia dele desde a minissérie de Chris Claremont e Frank Miller, de 1982.
O trailer está no canal oficial da PlayStation:
Adeus ao mundo aberto
Aqui está a decisão que separa esse jogo de tudo que a Insomniac fez com licença da Marvel até agora. Marvel’s Wolverine não tem mundo aberto. É linear, fechado, de combate corpo a corpo. Depois de três jogos do Homem-Aranha ensinando uma geração inteira que herói da Marvel significa cidade livre e sistema de locomoção viciante, o estúdio está jogando esse manual fora.
E a lógica é boa. O mundo aberto do Homem-Aranha funciona porque atravessar Nova York balançando em teias é metade da diversão. Um personagem que corre no chão e ataca de perto não ganha nada com quarteirões vazios entre um objetivo e outro. Cortar isso não é economia, é coerência. O diretor criativo Marcus Smith tratou o trabalho com as garras como inegociável, e apontou fator de cura, fúria berserker e sentidos aguçados como os sistemas construídos em volta delas.
Existe um custo, claro. Jogo linear não tem onde esconder um miolo fraco. No mundo aberto, se a missão principal decepciona, o jogador vai atrás de colecionável, de crime aleatório, de foto turística. Num jogo corredor, se o combate cansa na quinta hora, acabou. A Insomniac está apostando que consegue segurar a atenção só com briga e história, e essa é uma aposta de verdade.
A memória perdida virou estrutura
Smith foi cuidadoso ao dizer que isso não é uma história de origem convencional. Não existe aquela escadinha de primeira aventura, primeiro vilão, primeira vitória. O jogador vai remontando o passado do Logan em pedaços, e a própria estrutura do jogo é feita desse não saber.
É uma ideia elegante. O mistério central do personagem, desde que ele apareceu em The Incredible Hulk número 181, em 1974, é que nem ele sabe o que fizeram com ele. Transformar isso na espinha dorsal da progressão é o tipo de sacada que ou acerta em cheio ou desaba, com pouquíssimo meio termo. Já vimos jogos tentarem amarrar narrativa fragmentada a progressão e virar bagunça, e já vimos dar muito certo. Não dá pra saber de fora.
Um mundo sem X-Men
A história se passa na Terra-1048, o mesmo universo dos jogos do Homem-Aranha da Insomniac. E ali os X-Men simplesmente não existem. Esse detalhe carrega o jogo inteiro nas costas.
Sem Professor Xavier, sem mansão, sem elenco fixo pra atender, o estúdio ganha um Wolverine livre de quarenta anos de continuidade de equipe. É exatamente a liberdade que um estúdio quer quando está tentando fazer um personagem conhecidíssimo parecer coisa dele. A Insomniac já tinha feito o mesmo truque com o Homem-Aranha em 2018, quando escolheu um Peter Parker de 23 anos, já experiente, e evitou contar de novo a história da aranha radioativa. Deu certo lá.
Quem mais muda com isso é a Jean Grey. Segundo o diretor narrativo Walt Williams, essa Jean está sozinha desde que os poderes se manifestaram, tentando construir um refúgio para mutantes num mundo que não tem lugar seguro pra eles. É uma Jean mais dura e mais solitária do que a franquia costuma permitir, e ela só pode existir porque limparam o tabuleiro antes.
Quem dá a voz ao Logan
Liam McIntyre faz a voz e a captura de movimento do Logan. Pra quem não conhece, ele é o australiano que assumiu o papel principal de Spartacus na Starz a partir de 2012, depois da morte de Andy Whitfield, e também viveu o Mago do Tempo em The Flash, da CW. Ou seja: já carregou série de ação nas costas e já circulou por adaptação de quadrinho.
Ele chegou ao painel como quem esperava isso há anos. Em declaração reproduzida pelo FanBolt, o ator resumiu assim o que o papel significa pra ele:
“a maior honra da minha vida”
Krizia Bajos faz a Jean Grey. No painel, ela ligou o papel à própria experiência de filha mais velha e de primeira geração de imigrantes, alguém que conhece a sensação de sustentar a família enquanto todo mundo assume que ela está bem. É uma chave de leitura bonita pra personagem, e explica o tipo de Jean que a Insomniac quer entregar.
A ficha de vilões é longa
O grande antagonista é Bolivar Trask, o bilionário que acredita em supremacia humana, sequestra mutantes e constrói Reavers pra caçá-los. Quem só conhece o personagem do cinema lembra dele como o Peter Dinklage de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, de 2014.
Contra ele, o Logan volta ao Time X três anos depois de ter batido a porta. Isso coloca ele lado a lado com Dentes de Sabre, Mística e Nathaniel Essex. Quem leu quadrinho já levantou a sobrancelha nesse último nome, porque Nathaniel Essex é o nome civil do Senhor Sinistro. E a HQ prequela distribuída no Comic-Con aponta justamente pra ele como o verdadeiro arquiteto de tudo.
Somando: Lady Deathstrike como ameaça direta, A Mão puxando a história pro Japão, para Madripoor e para o Canadá, Omega Red em cena, uma Sentinela aparecendo e Sinistro nas sombras. É muita gente. E aqui mora a única coisa que me deixa desconfiado nesse anúncio, mas isso fica pra mais adiante.
A trilha veio de The Last of Us
A Insomniac revelou no painel que David Fleming assina a trilha sonora. Pra quem não conhece o nome, ele é o compositor vencedor do Emmy que trabalhou em The Last of Us, da HBO, e em Superman. Este é o primeiro trabalho dele em videogame.
A escolha diz muito sobre a ambição do projeto. Fleming vem de uma escola de trilha que trabalha textura e tensão em vez de tema heroico grandioso, e o comunicado oficial fala em cues que mudam dinamicamente conforme a jornada do Logan avança pelo mundo. O tema principal, chamado Logan, já está nas plataformas de streaming, e a trilha completa sai em 28 de agosto de 2026, duas semanas e meia antes do jogo.
O crossover com o jogo de luta
A parceria com a Arc System Works é do tipo que os dois lados ganham. O traje do Wolverine de MARVEL Tōkon: Fighting Souls entra em Marvel’s Wolverine como skin desbloqueável já no lançamento, pela progressão normal do jogo. E o traje Battle Reborn, do jogo da Insomniac, entra no Tōkon.
A parte boa: no Tōkon o traje sai de graça pra todo mundo a partir de 1º de setembro. Não é DLC pago, não é bônus de pré-venda. Num mercado que acostumou o jogador a pagar por skin de crossover, dar de graça é uma decisão que merece ser dita em voz alta.
A HQ que sai antes do jogo
Quem quiser chegar ao lançamento já sabendo o que aconteceu antes tem uma HQ prequela digital. Ela é escrita pelo próprio Walt Williams, diretor narrativo da Insomniac, com arte de Luke Ross e capa de Iban Coello. A história monta a relação complicada do Logan com o Time X numa missão para proteger mutantes.
Pra quem não conhece, Walt Williams é o roteirista de Spec Ops: The Line, de 2012, um dos jogos mais discutidos da década passada justamente por como trata culpa e trauma do protagonista. Colocar esse currículo num jogo cujo tema central é memória apagada e passado violento não parece coincidência.
A edição física foi brinde exclusivo do Comic-Con, mas a versão digital está disponível no Marvel Unlimited. Vale a leitura antes de setembro.
O vazamento que quase enterrou tudo
Nada disso faz sentido sem lembrar de onde esse jogo veio. Marvel’s Wolverine foi anunciado em 9 de setembro de 2021, num PlayStation Showcase, com um teaser curtíssimo. Depois disso, silêncio quase completo por mais de dois anos.
Em dezembro de 2023, o grupo de ransomware Rhysida invadiu a Insomniac e exigiu 2 milhões de dólares em bitcoin, o equivalente a cerca de 10,2 milhões de reais pela cotação de 25 de julho de 2026, quando o dólar está em R$ 5,08. A Sony se recusou a pagar. O grupo então despejou online mais de um milhão de documentos internos, incluindo material de Wolverine: cenas em estágio bruto, roteiro, planos de lançamento.
Foi um dos piores vazamentos da história recente da indústria, e a comparação que rodou na época era com o vazamento de GTA 6 em 2022. A diferença é que no caso da Rockstar vazou gameplay em desenvolvimento. No da Insomniac vazou a empresa inteira, incluindo dados de funcionários. A Insomniac declarou publicamente que seguiria com o jogo, e seguiu.
A troca de comando que ninguém comentou
O detalhe menos discutido dessa história é o que veio depois. Os dois líderes originais do projeto deixaram o estúdio em 2024, e Marcus Smith e Mike Daly assumiram como diretor criativo e diretor de jogo por volta de outubro de 2024.
Troca de direção no meio de produção costuma ser sinal ruim. É o tipo de coisa que aparece nos fóruns como aviso de projeto em apuros, e vários jogos que passaram por isso saíram com cara de remendo. Mas aqui teve quase dois anos entre a troca e o lançamento, tempo suficiente pra nova direção imprimir uma visão em vez de só apagar incêndio. O fato de o discurso público estar tão afiado agora, com o estúdio explicando exatamente por que o jogo é linear em vez de disfarçar, sugere que existe uma visão clara no comando.
E tem uma ironia bonita nisso. O jogo teve as entranhas expostas na internet dois anos antes da hora e agora está controlando a própria revelação no maior palco do meio. É teimosia à altura do personagem.
Faz 17 anos que não sai um jogo do Wolverine
Vale medir o tamanho da lacuna que esse lançamento preenche. O último jogo dedicado só ao Wolverine foi X-Men Origins: Wolverine, de maio de 2009, feito pela Raven Software como produto amarrado ao filme com Hugh Jackman. Ou seja: 17 anos de espera.
E aqui mora uma das histórias mais curiosas da indústria. O filme de 2009 é lembrado como um dos piores da franquia mutante, aquele que costurou a boca do Deadpool e virou piada até dentro do próprio universo. O jogo baseado nele, no entanto, foi o contrário: crítica e público elogiaram o combate brutal, a violência sem freio da Uncaged Edition e a leitura de que o fator de cura permitia um estilo de jogo agressivo, sem recuar. É um daqueles casos raros em que o produto licenciado saiu melhor que a obra que licenciou.
Antes disso, o histórico é magro. X2: Wolverine’s Revenge, de 2003, ficou na média e envelheceu mal. Fora isso, o personagem aparecia sempre em jogo de equipe: X-Men Legends, de 2004, X-Men Legends II, de 2005, e a série Marvel Ultimate Alliance. Bom personagem, nunca protagonista.
O que a Insomniac está fazendo, então, não é competir com uma tradição forte. É preencher um vazio de quase duas décadas para um dos personagens mais populares da Marvel. E o padrão de comparação que os jogadores vão usar é justamente o jogo de 2009, que apostava em combate visceral e agressividade constante. A descrição do trabalho de garras que Marcus Smith apresentou no painel soa exatamente como a evolução disso, com dezessete anos de tecnologia em cima.
O histórico da Insomniac com a Marvel
A parceria entre Insomniac e Marvel Games não é experimento. É a colaboração mais bem sucedida entre um estúdio de jogos e a editora, e os números explicam por quê.
Marvel’s Spider-Man, de 2018, passou de 20 milhões de cópias vendidas segundo a própria Sony, o que na época fez dele o exclusivo mais vendido da história do PlayStation 4. Veio Marvel’s Spider-Man: Miles Morales em 2020, feito como projeto menor de janela de lançamento do PlayStation 5, e mesmo assim bem recebido. Depois Marvel’s Spider-Man 2, em 2023, que vendeu 5 milhões de cópias em 11 dias, o começo mais rápido da história do estúdio.
Três jogos, três acertos, nenhum tropeço. Esse retrospecto é o principal ativo que Marvel’s Wolverine tem a favor, e é a razão pela qual o abandono do mundo aberto merece o benefício da dúvida em vez de suspeita imediata. Estúdio que erra muito não ganha crédito quando muda de fórmula. Estúdio que acerta três vezes seguidas ganha.
Também vale notar o que a Insomniac fez fora da Marvel no mesmo período. Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão, de 2021, foi o primeiro jogo a usar de verdade o SSD do PlayStation 5, com troca instantânea de dimensão no meio da ação. É um time que gosta de mostrar hardware, e um jogo linear e fechado é justamente o formato onde dá pra empurrar fidelidade visual sem o custo de manter uma cidade inteira carregada na memória.
Onde isso pode dar errado
Agora a parte que precisa ser dita. O risco de Marvel’s Wolverine tem nome e sobrenome, e o nome é The Order: 1886.
Em 2015, a Ready at Dawn lançou pelo PlayStation 4 um jogo exclusivo, linear, cinematográfico e visualmente impressionante. Era lindo. Também era curto, com campanha em torno de seis horas, e tinha combate raso demais pra sustentar o que prometia. A crítica desmontou o jogo, o estúdio nunca fez uma sequência e o título virou exemplo de cartaz do que acontece quando um exclusivo aposta tudo em apresentação e esquece a parte jogável. Foi o mesmo tipo de aposta que a Insomniac está fazendo agora: sem mundo aberto, sem distração, tudo depende do que está no corredor.
Existe um segundo risco, e ele é a lista de vilões. Trask, Deathstrike, Omega Red, A Mão, uma Sentinela, Sinistro no fundo, mais Dentes de Sabre e Mística no Time X. Elenco demais já derrubou filme de herói antes: Homem-Aranha 3, de 2007, é o caso clássico de três vilões brigando por espaço num roteiro que não comportava nenhum direito. Num jogo de vinte horas dá pra distribuir melhor do que num filme de duas, mas o alerta vale.
Do lado bom, a Insomniac é um dos poucos estúdios grandes que não entregou um jogo ruim nesta geração. Marvel’s Spider-Man 2, de 2023, e Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão, de 2021, mostraram um time que sabe fechar produção no prazo e com acabamento. Isso pesa mais do que qualquer trailer.
Quanto vai custar no Brasil
A pré-venda já está aberta e o jogo lidera a lista de mais reservados da PlayStation Store brasileira, à frente de Call of Duty: Modern Warfare 4 e de Control Resonant.
Os preços por aqui: a Edição Digital Deluxe sai por R$ 455,90 na loja oficial, e a mídia física começa em R$ 399,90, com parcelamento em varejistas. A diferença entre as duas versões passa de R$ 56, e a mídia física ainda tem a vantagem de poder ser revendida ou emprestada depois.
Conselho de bolso: não tem motivo nenhum pra pré-comprar a versão digital. O jogo não é lançamento limitado, não vai faltar, e pré-venda digital não dá desconto. Se você quer garantir, a mídia física a R$ 399,90 é a opção mais sensata, e ainda dá pra esperar as primeiras análises antes de decidir, já que elas costumam sair alguns dias antes do lançamento. Se você não tem pressa, jogo exclusivo da PlayStation historicamente cai de preço em promoção sazonal depois de uns quatro a seis meses.
Ficha técnica
- Título: Marvel’s Wolverine
- Estúdio: Insomniac Games
- Distribuidora: Sony Interactive Entertainment
- Diretor criativo: Marcus Smith
- Diretor de jogo: Mike Daly
- Diretor narrativo: Walt Williams
- Trilha sonora: David Fleming (álbum completo em 28 de agosto de 2026)
- Elenco: Liam McIntyre (Logan) e Krizia Bajos (Jean Grey)
- Vilões confirmados: Bolivar Trask, Lady Deathstrike, Omega Red, A Mão e os Reavers
- Universo: Terra-1048, o mesmo dos jogos do Homem-Aranha da Insomniac
- Plataforma: PlayStation 5, sem versão para PS4 ou PC
- Estrutura: campanha linear, sem mundo aberto
- Preço no Brasil: R$ 399,90 (mídia física) e R$ 455,90 (Digital Deluxe)
- Lançamento: 15 de setembro de 2026
O que eu acho que vai acontecer
Aposta pessoal, e digo que é aposta: acho que esse jogo vai ser o melhor lançamento de exclusivo da PlayStation em 2026, e acho que o combate vai ser a parte mais elogiada. A Insomniac construiu ao longo de três jogos do Homem-Aranha um sistema de briga fluido e legível, e aplicar isso a um personagem que resolve tudo de perto, com fator de cura pra permitir agressividade sem punição imediata, é o encaixe mais natural que existe.
O que me preocupa não é o combate, é o ritmo. Jogo linear vive de dosagem, e a Insomniac nunca precisou dosar assim antes. Se o meio da campanha empacar, vai aparecer. Setembro responde.
Uma coisa é certa: era pra esse jogo ter virado piada depois de 2023, e ele chegou ao Comic-Con com trailer, compositor de peso, HQ prequela e crossover no bolso. Marvel’s Wolverine chega ao PlayStation 5 em 15 de setembro de 2026.
E você, vai de mídia física ou espera cair de preço? Conta aqui nos comentários o que mais te chamou atenção no trailer.
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